segunda-feira, 16 de julho de 2012

Irã: Plano para fechar Estreito de Ormuz Finalizado








Primeira semana de outubro destinado para o ataque?
Paul Joseph Watson
Infowars.com
Segunda-feira 16 julho, 2012
O Irã confirmou que seu plano para fechar o Estreito de Ormuz foi finalizado e já encontra-se pronto para ser colocado em prática logo que a confirmação for recebida do líder supremo do Imam Sayyed Ali Khamenei, em meio à relatos de que o presidente Obama destinou a primeira semana de outubro para um possível ataque às instalações nucleares iranianas.
"Temos um plano (de contingência) para o bloqueio do Estreito de Hormuz, mas sua implementação exige decisão e ordem do comandante-em-chefe (o líder)", disse o major-general Hassan Firouzabadi a repórteres.
Embora alguns observadores têm afirmado repetidas vezes de que o fechamento da rota de trânsito retórica do Irã nada mais é do que rumores ou blefe, já Firouzabadi insistiu que a ameaça era verdadeira.
"O Ocidente pode pensar que estamos apenas blefando com o bloqueio do Estreito de Ormuz, mas já temos alguns bons planos de como fazer isso", disse Firouzabadi cujo nome foi citado pela agência de notícias Fars .
Os Estados Unidos responderam em meio à  situação de semana passada com o envio de drones mar subaquáticos que iriam encontrar e destruir minas impedindo o Irã de ser capaz de bloquear o Estreito.
Em um esforço para reduzir a influência do Irã na região, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos ontem calmamente anunciaram a abertura de novos gasodutos que seriam como formas de ignorar o Estreito de Ormuz, mais que dobrando a quantidade de óleo evitando o ponto de estrangulamento para cerca de 40 por cento dos 17 milhões de barris por dia que passam através da Ormuz.
A especulação de que o Irã irá fechar o Estreito, é ponto-chave do afogador através da qual 33% dos embarques mundiais de petróleo passam todos os dias, nos quais tem se intensificado durante a maior parte do ano passado.
Falsos rumores de que o Estreito foi fechada já elevaram os preços do petróleo. Especialistas previram que os preços do petróleo irão subir de  US $ 300 para $ 500 dólares por barril se o Irã fecha o canal de navegação, em retaliação por um ataque dos EUA / Israel às instalações nucleares do país.
Embora as tensões nos últimos meses se agravaram, com qualquer possível ataque contra o programa nuclear do Irã provavelmente adiado até o próximo ano, um novo relatório de inteligência israelense DEBKA file sugere que o ataque poderia ser antecipado para outubro.
"Diplomacia nuclear entrou em colapso e o presidente Barack Obama está preparado mais que nunca", afirma o artigo, sugerindo que a primeira semana de outubro foi reservado para o ataque.
*********************
Paul Joseph Watson é o editor e escritor de Planet.com Prisão . Ele é o autor de Order Out Of Chaos. Watson também é um regular preenchimento do host para o Alex Jones Show e Notícias Infowars noite.
 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Coincidência ou Não? Seria a tal SKYNET do futuro?

| Por Misha Glenny- The New York Times News Service/Syndicate

Uma arma que não podemos controlar

Londres – A decisão dos Estados Unidos e de Israel de desenvolver e implantar o vírus de computador conhecido como Stuxnet nas instalações nucleares iranianas, no final do governo Bush, marcou um importante e perigoso momento na gradual militarização da internet. Washington chegou a um beco sem saída: caso isso continue a acontecer, as guerras modernas sofrerão uma profunda transformação, à medida que adentramos em um território hostil e desconhecido.



Uma arma que não podemos controlar
Londres – A decisão dos Estados Unidos e de Israel de desenvolver e implantar o vírus de computador conhecido como Stuxnet nas instalações nucleares iranianas, no final do governo Bush, marcou um importante e perigoso momento na gradual militarização da internet. Washington chegou a um beco sem saída: caso isso continue a acontecer, as guerras modernas sofrerão uma profunda transformação, à medida que adentramos em um território hostil e desconhecido.
Uma coisa é criar um vírus e mantê-lo guardado para que seja utilizado no futuro, caso as circunstâncias o tornem necessário. Isso é muito diferente de implantá-lo em tempos de paz. O Stuxnet foi o ponto de partida de uma nova corrida armamentista, que provavelmente levará à disseminação de armas cibernéticas ainda mais poderosas por meio da internet. Diferentemente das armas nucleares e químicas, os países estão desenvolvendo armas cibernéticas que não obedecem a qualquer padrão ou regulamento.
Não existem tratados internacionais ou acordos que restrinjam o uso das armas cibernéticas, que podem fazer praticamente tudo: desde controlar um único laptop, até destruir toda a infraestrutura bancária e de telecomunicações de um país. Portanto, é do interesse dos Estados Unidos exigir uma regulamentação antes que esse monstro se vire contra seu criador.
O Stuxnet foi originalmente criado com o objetivo específico de infectar a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã. Para que isso fosse possível, o governo teve que levar um pen drive até a usina e introduzir o vírus em sua rede de computadores privada e "offline". Mas, apesar do isolamento de Natanz, de alguma maneira o Stuxnet se espalhou na rede, afetando centenas de milhares de sistemas em todo o mundo.
Esse é um dos grandes perigos de uma corrida armamentista descontrolada no ciberespaço; uma vez que os vírus são lançados, os desenvolvedores perdem o controle sobre suas criações, que inevitavelmente irão procurar e atacar as redes de pessoas inocentes. Além disso, agora que o primeiro tiro foi disparado, todos os países que têm capacidade ofensiva na internet ficarão tentados a utilizá-la.
Até as recentes revelações feitas pelo repórter David E. Sanger, do New York Times, não existiam provas definitivas de que os Estados Unidos estivessem por trás do Stuxnet. Agora, os especialistas em segurança na internet descobriram uma conexão clara entre seus criadores e um vírus recentemente descoberto, chamado Flame, que transforma os computadores infectados em ferramentas de espionagem de múltipla ação que infectaram computadores por todo o Oriente Médio.
Há muito tempo os Estados Unidos são um importante líder no combate à disseminação de um tipo de vírus de computador conhecido como malware, utilizado por hackers, criminosos, serviços de inteligência e organizações terroristas visando alcançar seus próprios objetivos. Mas ao introduzir vírus tão perigosos quanto o Stuxnet e o Flame, os Estados Unidos minaram gravemente sua credibilidade moral e política.
O Flame circulou pela internet por pelo menos quatro anos e não foi detectado pelas grandes desenvolvedoras de antivírus, tais como a McAfee, a Symantec, a Kaspersky Labs e a F-Secure – empresas que são fundamentais para garantir que os consumidores que respeitam as leis possam navegar pela internet sem serem perturbados por um exército de programadores de malwares, que lançam vírus terríveis na internet com o objetivo de roubar dinheiro, dados, propriedade intelectual e identidades. Contudo, importantes membros do setor expressaram grande preocupação com o apoio do Estado ao desenvolvimento e ao lançamento do malware mais potente da história.
Durante a guerra fria, os principais ativos dos países eram seus mísseis e ogivas nucleares. Normalmente, sua quantidade e localização eram conhecidas por todos, assim como o dano que eram capazes de causar e o tempo necessário para que fossem lançados.
A guerra cibernética é diferente: os ativos de um Estado são tanto a fraqueza das defesas dos computadores de seus inimigos quanto o poder das armas que o país possui. Portanto, há uma grande tentação em penetrar os sistemas inimigos para avaliar sua própria capacidade, antes que um conflito aconteça. Não vale a pena tentar atingir seus inimigos depois que o conflito tenha sido iniciado, uma vez que eles estarão preparados e que existe o risco de que eles já tenham infectado os sistemas de seu país. Depois que a lógica dos conflitos cibernéticos estiver estabelecida, esse processo se tornará extremamente preocupante e precipitado, podendo levar à propagação descontrolada de malwares.
Até o momento, os Estados Unidos têm evitado a discussão a respeito da regulamentação da Internet com a Rússia e com a China. Washington acredita que qualquer ação em prol de um tratado pode minar sua pretensa superioridade no campo das armas cibernéticas e da robótica. E também teme que Moscou e Pequim possam explorar a regulamentação mundial das atividades militares na Internet, para justificar o fortalecimento das poderosas ferramentas que esses países já utilizam para restringir as liberdades civis na internet. Por mais difícil que isso seja, os Estados Unidos precisam considerar a realização de discussões com as maiores potências mundiais, com o intuito de abordar as regras que deverão reger as operações militares na internet.
Quaisquer acordos deverão regulamentar apenas os usos militares da internet e devem evitar todas as cláusulas que possam afetar a utilização pessoal ou comercial da rede mundial de computadores. Ninguém é capaz de impedir a corrida para a criação de armas cibernéticas, mas um tratado poderia prevenir que elas fossem lançadas em tempos de paz, permitindo uma reação coletiva contra países e organizações que violassem essa regra.
A superioridade técnica não é um fato incontestável, e nenhum outro país é mais dependente de um sistema de computadores interligados que os Estados Unidos. Washington precisa impedir o avanço dessa corrida armamentista, já que não há garantias de que o país irá vencê-la no futuro.

(Misha Glenny é professor convidado na Faculdade de Relações Públicas e Internacionais da Universidade de Columbia, e autor do livro 'DarkMarket: Cyberthieves, Cybercops and You' – DarkMarket: Ladrões, policiais e você no mundo cibernético, em tradução livre.)

The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times.


 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Está Chegando a Hora: Drones Preparados para Patrulhar pela NOM

Chávez exibe avião não tripulado da Venezuela

Ele foi desenvolvido com apoio de Irã, Rússia e China e deve ser exportado




O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exibiu nesta quarta-feira (13) o primeiro avião não tripulado – para uso civil e militar – fabricado na Venezuela, com o apoio de Irã, Rússia e China, destacando que já prevê sua exportação, ao lado de outras armas de fabricação nacional.
É “um dos três aviões que já fabricamos aqui e vamos seguir fabricando (…) e não apenas para uso militar, mas também para emprego civil”, disse Chávez durante reunião com comandantes no ministério da Defesa.
Os aviões não tripulados (drones) foram desenvolvidos com a ajuda de “Rússia, China, Irã e outros países aliados”, revelou Chávez, que atualmente se recupera do tratamento de radioterapia contra um câncer.
O presidente citou ainda o progresso da construção da fábrica de fuzis AK103, com o apoio da Rússia, que deve produzir 25 mil armas e até 70 milhões de balas ao ano. “É um direito nosso, que não teríamos se fôssemos uma colônia, mas somos um país livre e independente”.
O general Julio Morales, presidente da Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares (Cavim), precisou que o drone “não transporta armamento”, tem raio de ação de 100 km, “autonomia de voo de 90 minutos e pode atingir uma altitude de 3.000 metros”.
Segundo Morales, é “um sistema de aviões não tripulados exclusivamente para defesa” com “função de reconhecimento”, que pode ser utilizado para “trabalho de vigilância de tubulações, florestas, estradas, diques e qualquer outra estrutura”.
O drone foi montado com peças fabricadas na Venezuela sob a orientação de engenheiros militares capacitados no Irã.
O avião tem 4 metros de envergadura por 3 metros de comprimento, e pode transmitir em tempo real e simultaneamente fotos e vídeos de observação, incluindo “imagens noturnas” em um futuro próximo, destacou Morales.

FONTE/FOTO: G1 /AFP
http://www.aereo.jor.br/tag/uav/
 
E NÃO TERMINA POR AÍ!!!




A Avibras está concluindo a integração completa do primeiro protótipo do veículo aéreo não tripulado (Vant) Falcão, que estará preparado para voar até julho. O Falcão é o primeiro Vant nacional na classe de 800 quilos, usado em missões de vigilância, reconhecimento e patrulha.
O gerente do projeto na Avibras, Renato Bastos Tovar, explica que a plataforma do Falcão é feita em fibra de carbono, que garante maior leveza ao veículo e aumenta o espaço para que ele possa carregar mais combustível e sensores.
Com mais de 15 horas de autonomia, o Falcão está configurado para carregar um equipamento eletro-óptico (tira fotos e faz filmagem de alta qualidade, tanto durante o dia quanto à noite), um radar de detecção de alvos móveis no solo e um link de satélites, com alcance de até 1.500 km”, explica o engenheiro.
O sistema de gerenciamento de vídeo a bordo do veículo, segundo Tovar, está sendo desenvolvido pela empresa Easystech, que também conta com financiamento da Finep. “O Falcão é o único Vant na classe de 800 quilos capaz de levar essa carga útil, de aproximadamente 150 quilos”, ressaltou.
O Falcão, segundo Tovar, já consumiu investimentos de R$ 60 milhões e conta com o apoio das três Forças Armadas e também da Finep. O executivo afirmou que a eletrônica de bordo do Vant, assim como a parte de sistemas de navegação e controle, a plataforma e a integração dos sistemas de missão da aeronave são 100% nacional.
A Avibras, de acordo com o coordenador, aguarda para este ano que as Forças Armadas definam os requisitos dos Vants que pretendem comprar para poder iniciar a fase de industrialização do projeto, testes de comprovação de requisitos e certificação. “Já temos uma sinalização forte, por parte de uma das Forças Armadas, de que o Falcão seria a escolha preferencial para as missões de patrulha e reconhecimento”, garantiu o executivo.

Recentemente, segundo ele, a Avibras recebeu a visita de representantes das três Forças Armadas em sua fábrica de Jacareí, no Vale do Paraíba (SP). A empresa também já foi consultada informalmente sobre as características do veículo, estimativa de investimentos e prazos para a produção do primeiro lote de Vants.
O desenvolvimento dessas aeronaves não tripuladas integra a lista de prioridades da nova política de defesa nacional do governo. A licitação para a compra dos veículos pelas Forças Armadas ainda não foi lançada mas, de acordo com Tovar, existe a intenção de se adquirir três tipos de equipamentos: os chamados mini-Vants, de 3 a 5 quilos e até 5 quilômetros de alcance, para reconhecimento de curta distância; os Vants de 800 quilos e entre 15 e 20 horas de operação, para reconhecimento, vigilância e patrulha; e os Vants estratégicos, acima de 1,5 tonelada, para missões de longa duração (mais de 20 horas).

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

Os EUA estão de olho na América do Sul


Reuters
Com os planos dos Estados Unidos de retirar suas tropas do Afeganistão até 2014, surge um dilema: para onde vão os poderosos aviões não-tripulados e teleguiados, usados para matar suspeitos de terrorismo? Para a região do Pacífico e, surpresa, à América do Sul.
Segundo a revista norte-americana Wired, o comandante da Força Aérea dos EUA, o general Norton Schwartz, disse que os chamados drones serão usados em missões "em comandos regionais não satisfatoriamente atendidos".
A transferência das aeronaves para o Comando do Pacífico é compreensível, diz o periódico, já que Washington admite que a Ásia é uma região considerada estratégica no curto prazo.
Os aviões teriam várias funções: um deles foi utilizado no Japão para ajudar a conter o desastre nuclear em Fukushima no ano passado e outro terá a missão de espionar várias atividades na região simultaneamente, aponta a revista.
Mas o uso dos aviões na América do Sul é questionado pelos especialistas. O objetivo principal seria espionar traficantes de drogas.
A outra função dos drones – matar suspeitos – suscita dúvidas. Em raras exceções o Exército dos EUA usou um drone para este objetivo, sendo que um deles foi no caso do traficante colombiano Pablo Escobar.
Analistas entrevistados pela Wired dizem que não há uma "lógica estratégica" para os EUA adotarem o uso da força para interromper o fluxo de drogas vindo da América Latina.
Para Micah Zenko, do Conselho das Relações Exteriores, os aviões poderiam ser melhor aproveitados em operações de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
Um exemplo, revela Zenko, seria no Sudão do Sul, um país com infraestrutura precária.
Impopular - O uso dos aviões teleguiados teria piorado a imagem dos EUA no exterior. Segundo estudo do Centro de Pesquisa Pew, mais da metade da população em 17 dos 21 países pesquisados desaprova o uso de drones contra grupos extremistas em países como Paquistão, Iêmen e Somália. Mas nos EUA a maioria (62%) aprova este tipo de ação.
"Existe uma percepção disseminada que os EUA agem unilateralmente e não consideram o interesse dos outros países", dizem os autores.
Ataques teleguiados mataram vários líderes extremistas, talvez mais do que qualquer outro método, incluindo mais de uma década de operações no Afeganistão. Um ataque no Paquistão neste mês matou o suposto segundo homem no comando da Al-Qaeda, Abu Yahya al-Libi.

fonte: http://www.dcomercio.com.br

terça-feira, 29 de maio de 2012

Olimpíada de Zion 2012 - A Festa dos Sionistas





Redação: Indireta à Verdade


Unindo as Mensagens subliminares voce formará a palavra Zion
 ______________________________________________________________________________


Imagem de Wikipedia
Estamos próximos de acompanhar o palco para a realização da nova agenda global dos Senhores do Mundo. Sistemas de mísseis desenvolvido pela Thales Air Defense, cujos armamentos conhecidos como armamentos Starstreak HVM (High Velocity Missile) cuja tecnologia fora desenvolvida por meio de Lasers, o que impede que seus disparos sejam influenciados por sistemas infravermelhos e dentre esses, projéteis antirradares apontam os céus sob os telhados de Londres.
Muitos não se recordam mas este projeto fora apresentado pela primeira vez  em 1997 e estas instalações sobre os telhados de Londres marcam pela primeira vez desde o final da Segunda Guerra Mundial que o governo britânico utiliza-se de  um armamento do tipo na cidade. E tem mais o fato curioso disso tudo é que, até o momento, nenhum míssil Starstreak fora utilizado em uma batalha real.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Al-Qaeda está por trás dos atentados na Síria, diz Rússia

Internacional

AFP

Agência France Press

Síria

14.05.2012 12:22



Um duplo atentado suicida em Damasco na semana passada deixou 55 mortos e 372 feridos.Foto: AFP/SANA
Principal aliado da Síria, o governo da Rússia afirmou nesta segunda-feira 14 que os recentes atentados contra o país árabe foram organizados por membros da rede terrorista Al Qaeda. Na semana passada, um duplo atentado suicida em Damasco deixou 55 mortos e 372 feridos, suscitando temores de que elementos extremistas estejam aproveitando a crise na Síria para provocar mais violência. Durante o levante contra o ditador Bashar al-Assad, alguns pequenos atentados foram registrados, mas nenhum com as características do ataque da semana passada: com alta potência e de forma simultânea, duas marcas registradas da Al Qaeda.
A afirmação sobre a infiltração da Al Qaeda foi feita pelo vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Gennady Gatilov. “Para nós, é absolutamente claro que os grupos terroristas estão por trás de tudo isto, a Al-Qaeda e os grupos que operam com a Al-Qaeda”, disse. A possível chegada da Al Qaeda no contexto do conflito entre o governo sírio e os rebeldes da oposição é um elemento preocupante que poderá mergulhar a Síria em mais violência, como foi o caso no Iraque depois da invasão americana, em 2003, segundo analistas.
O caso é que ainda não é possível saber se a Al Qaeda está ou não presente na Síria. O atentado da semana passada não foi reivindicado por nenhum grupo, o que abriu espaço para que rebeldes culpassem o próprio governo Assad pelo ataque. Para Assad, o fato, ou a possibilidade, de que a Al-Qaeda esteja presente na Síria pode ser positivo. Desde o início do levante, ele vem batendo na tecla de são “terroristas” e não civis rebelados seus agressores. Até o atentado da semana passada, essas falas de Assad não passavam de bravata. Agora, o contexto pode estar mesmo modificado.
O resultado imediato dos atentados é um distanciamento ainda maior entre o regime Assad e seus opositores. Atualmente, as Nações Unidas e a Liga Árabe tentam, por meio do enviado especial Kofi Annan, firmar um acordo de paz entre as duas partes. Gatilov, cujo país resistiu a todas as pressões do Ocidente adotar uma posição mais dura em relação a Damasco, acrescentou que, em tais circunstâncias, é pouco provável o início de negociações entre governo e oposição. “É difícil dizer como as coisas vão evoluir a partir de agora. De imediato, a perspectiva de ver as partes sentarem-se à mesa de negociações não é visível”, destacou Gatilov
Leia mais:
“Indignados”  volta à Espanha em seu primeiro aniversário
Europeus reagem contra a austeridade
Espanha volta à recessão, pela segunda vez em três anos

Ação dos EUA e do Irã torna a paz na Síria inviável

Oriente Médio

17.05.2012 17:32
de José Antonio Lima


Imagem divulgada por opositores de Assad mostra grupo de militares que deserdaram e se juntaram aos rebeldes, em Idlib, no norte do país. Foto: Shaam News Network / AFP
Imagem divulgada por opositores de Assad mostra grupo de militares que deserdaram e se juntaram aos rebeldes, em Idlib, no norte do país. Foto: Shaam News Network / AFP
Em março de 2011, quando a crise na Síria teve início, um dos argumentos mais fortes contra uma intervenção internacional aos moldes da que houve na Líbia era a possibilidade de o conflito no país se tornar uma “guerra por procuração”. O medo era de que potências ocidentais e grupos e governos regionais interferissem na Síria fomentando uma guerra civil com potencial para espirrar para outros países da região. Como se sabe, não houve intervenção na Síria, mas nesta semana ficou claro que o país se tornou um campo de batalha mundial. Neste palco, disputam poder Estados Unidos, Irã, Turquia, países do Golfo Pérsico e outros grupos civis, como a Irmandade Muçulmana da Síria e, possivelmente, até a rede terrorista Al-Qaeda. Enquanto isso, as perspectivas de paz na Síria só fazem minguar e as de uma nova guerra civil no vizinho Líbano crescem. A comprovação de que o governos dos Estados Unidos está tentando ajudar os rebeldes rivais ao ditador Bashar al-Assad surgiu em uma reportagem publicada pelo jornal The Washington Post na terça-feira 15. À publicação, um membro do Departamento de Estado americano afirmou que a Casa Branca está “aumentando a ajuda não-letal à oposição síria”. Essa ajuda inclui informações de inteligência sobre rebeldes sírios e também sobre infraestrutura de combate. Com esses dados, os países do Golfo Pérsico, especialmente Catar e Arábia Saudita, fazem chegar aos rebeldes sírios milhões de dólares em armas contrabandeadas. As duas principais rotas dos armamentos são o Líbano, um país também dividido entre setores pró e anti-Assad, e a Turquia, que fala abertamente em tirar Assad do poder. Os governos não são os únicos contrabandeando armas. A Irmandade Muçulmana da Síria (que nada tem a ver atualmente com a Irmandade Muçulmana no Egito) abriu também sua própria rota para abastecer os rebeldes.
Leia também:
Al-Qaeda está por trás dos atentados na Síria, diz Rússia
Eritreia, Coreia do Norte, Irã e Síria lideram a lista dos países que mais censuram a imprensa no mundo
Um idealista realizador
Assange entrevista líder do Hezbollah em estreia na tevê russa
Os preços do petróleo vão baixar?
Tão preocupante quanto a interferência externa na Síria é a possível entrada de militantes ligados, na prática ou ideologicamente, à Al-Qaeda. O atentado da semana passada em Damasco (uma dupla explosão de carro-bomba com 55 mortos) fez diversos especialistas crerem que a rede terrorista está tentando se instalar na Síria. Ironicamente, a Al-Qaeda e os Estados Unidos têm interessante coincidente por lá: derrubar Assad.
Ambulância da Cruz Vermelha passa por carro blindado do Exército do Líbano em Trípoli, cidade no norte do país onde a violência sectária deixou pelo menos oito mortos nesta semana. Foto: Joseph Eid / AFP
Ambulância da Cruz Vermelha passa por carro blindado do Exército do Líbano em Trípoli, cidade no norte do país onde a violência sectária deixou pelo menos oito mortos nesta semana. Foto: Joseph Eid / AFP
Do outro lado da briga, o comportamento é exatamente o mesmo. As suspeitas de que o governo do Irã está contrabandeando armas para o regime sírio ficaram mais fortes nesta semana. Na quarta-feira, um diplomata do Conselho de Segurança das Nações Unidas afirmou à agência Associated Press que um novo relatório da entidade descobriu pelo menos dois carregamentos ilegais de armas enviados pelo Irã à Síria. O Irã tem em Assad seu principal aliado regional e não quer perde-lo. Assim, não tem ajudado a Síria apenas com armas. Nesta quinta-feira, o jornal Financial Times afirma que a Síria está conseguindo romper o embargo a suas exportações de petróleo graças a um navio iraniano. A embarcação estaria usando diversas bandeiras e empresas diferentes para levar o petróleo sírio ao Irã. O retrato é completado pelo drama do Líbano, um país muito influenciado pelo que ocorre na Síria. O Líbano tem comunidades sunitas, xiitas e alawitas que são fieis a seus correligionários na Síria. Nesta semana, a violência entre alawitas (como Assad) e sunitas (como os rebeldes sírios) deixou pelo menos oito mortos. O governo libanês tenta a todo custo abafar a crise antes que ela se agrave e abra as portas para uma guerra civil.
Assim, enquanto o enviado especial das Nações Unidas, Kofi Annan, tenta mediar a paz na Síria, diversos atores da comunidade internacional agem no submundo para tornar um acordo inviável. Somando-se a isso o comportamento assassino e insano de Bashar al-Assad, não é difícil perceber que a Síria caminha para um destino desolador.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/internacional/acao-dos-eua-e-do-ira-torna-a-paz-na-siria-inviavel/